segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Namore um cara que lê.

Namore um cara que se orgulha da biblioteca que tem, ao invés do carro, das roupas ou do cabelo cheio de estilo. O cara que lê também tem essas coisas, mas sabe que não é isso que vai torná-lo interessante aos seus olhos. Namore um cara que tenha varios livros na cabeceira e que se lembre do nome da professora que o ensinou as primeiras letras.
Encontre um cara que lê. Não é difícil descobrir esse cara, ele é aquele que tem a fala mansa e os olhos inquietos. Ele é aquele que pede toda vez que vocês saem para passear, para entrar rapidinho na livraria, só para olhar um pouco. Sabe aquele que às vezes fica calado porque sabe que as palavras são importantes demais para serem desperdiçadas? Esse é o que lê.
Ele é o cara que não tem medo de se sentar sozinho num café, num bar, num restaurante, não tem medo de dizer o que pensa e o que sente, Mas, se você olhar bem, ele não está sozinho: tem sempre um livro por perto, nem que seja só no pensamento. O rosto pode ser sério, mas ele não morde, não. Sente-se na mesa ao lado, tente olhar a capa, sorria de leve. É bem fácil saber sobre o quê conversar.
Diga algo sobre o Nobel do Vargas Llosa. Fale sobre as novas traduções que andam saindo por aí. Mas cuidado, certos best-sellers são assunto proibido. Peça uma dica. Pergunte o que ele está lendo, e tenha paciência para escutar, a resposta nunca é assim tão fácil.
Namore um cara que lê, ele vai entender um pouco melhor seu universo, porque já leu Simone, Clarice e talvez não admita, mas sabe de memória uns trechos de Jane Austen. Seja você mesma, você mesmíssima, porque ele sabe que são as complicações, os poréns que fazem uma grande heroína. Um cara que lê enxerga em você todas as personagens de todos os romances.
Um cara que lê não tem pressa, sabe que as pessoas aprendem com os anos, que qualquer um dos grandes tem parágrafos ruins, que o Saramago começou já velho, que o Calvino melhorou a cada romance, que o Borges pode soar sem sentido e que os russos precisam de paciência.
Um namorado que lê gosta de muita coisa, mas, na dúvida, é fácil presenteá-lo: livro no aniversário, livro no Natal, livro na Páscoa e livro no Dia das Crianças, por que não? Um cara que lê nunca abandonará uma pontinha de vontade de ser Mogli, o menino lobo.
E você também ganhará um ou outro livro de presente no seu aniversário ou no Dia dos Namorados ou numa terça-feira qualquer. E já fique sabendo que o mais importante não é bem o livro que ele vai te dar, mas o que ele quis dizer quando escolheu justamente esse livro. Um cara que lê não dá um livro por acaso. E ele escreve dedicatórias, sempre.
Entenda que ele precisa de um tempo sozinho, mas não é porque quer fugir de você. Invariavelmente, ele vai voltar, com o coração aquecido para o seu lado.
Demonstre seu amor em palavras, palavras escritas, falas pausadas, discursos inflamados Ou em silêncios cheios de significados, nem todo silêncio é vazio.
Ele vai se dedicar a transformar sua vida numa história. Deixará post-its com trechos de Tagore no espelho, mandará parágrafos de Saint-Exupéry por SMS e Caio Fernando Abreu. Você poderá se chegar de mansinho, ouvi-lo lendo Neruda baixinho no quarto ao lado. Quem sabe ele recite alguma coisa, meio envergonhado, nos dias especiais. Um cara que lê vai contar aos seus filhos a história sem fim e esconder a mão na manga do pijama para imitar o Capitão Gancho.
Namore um cara que lê porque você merece. Merece um cara que coloque na sua vida aquela beleza singela dos grandes poemas. Se quiser uma companhia superficial, uma coisinha só para quebrar o galho por enquanto, então talvez ele não seja o melhor. Mas se você realmente quiser aquela parte do "e eles viveram felizes para sempre", namore um cara que lê.
Ou, melhor ainda, namore um cara que escreve.






"A leitura é para o intelecto o que o exercício é para o corpo."
Joseph Addison

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Não dá pra entender.

Não dá para entender aquele olhar que desvia, aquele olhar que não vê, aquele cara a cara de caras que não se encaram. Não dá para entender aquela pessoa que foge do lugar onde sempre sonhou estar para ir parar onde não quer. Não dá para entender quem deixa de amar com medo de sofrer e acaba sofrendo, provocando em si a dor que tanto temia. Não dá para entender quem aproxima e depois some, quem promete mudar, mas sempre cumpre não modificando nada. Não dá para entender falas tão distantes de ações. Não dá para entender pessoas que temem tanto serem "certinhas" e se tornam tão "erradinhas". Não dá para entender como alguém que amamos tanto nos magoa na mesma proporção. Não dá para entender como um sorriso nos faz esquecer de tudo que sofremos para tentar de novo. Não dá para entender pessoas que querem tudo e não fazem nada para ter. Não dá para entender pessoas que tem e não dão valor. Não dá para entender quem dá mil chances para desconhecidos, mas não dá uma chance para quem o ama. Não dá para entender quem quer alguém igual e não faz o favor de se casar com o próprio espelho. Não dá para entender quem espera alguém que "encaixe" e não namora um balde de Lego. Não dá para entender quem deseja que o amor seja só sorrisos e não se apaixona por um boneco Playmobil. Não dá para entender quem não se entende e parece se orgulhar disso. Não dá para entender aquela pessoa que você sabe que te ama, mas está com outro alguém por comodismo (ou seria covardia?). Não dá para entender quem sente saudade e prefere a distância. Não dá para entender quem nos coloca em um banquinho: não senta, não levanta e não permite que outro sente ao nosso lado (muito menos nos avisa que a tinta ainda não havia secado, nos deixando marcas eternas). Não dá para entender tanta coisa. Não dá para entender quem não se torna seu amor porque você é um amigo (tinha que ser inimigo, então? Comece a tratar mal quem você gosta, não escute, não ajude, não fale, não seja companheiro, não incentive, aí sim você pode passar a ter qualidades valorizáveis para ser namorado e não amigo, ou passe horas na academia e fique fortinho, quem sabe...). Não dá para entender aquela pessoa que não gosta de você, que não quer nem te ter, nem te perder. Não dá para entender quem nunca queria magoar, mas sempre magoa quem não queria (ou merecia) ser magoado. Não dá para entender um ser humano, um ser racional, que deveria controlar os seus atos, mas, ao contrário, deixa que seus atos o controlem. Não dá para entender aquela pessoa perfeita pra você, que está em todo lugar, menos na sua vida. Não dá para entender o amor, seja ele correspondido ou não correspondido. Não dá para entender o gostar ou qualquer um do genero porque ele não pode ser entendido, é sentimento, não é razão.
Mas eu posso tentar me entender. E eu tenho feito avanços. Dá para entender que minha capacidade de gostar só vai crescer a cada dia. Dá para entender que eu ainda gosto, mas vai passar, sempre passa, sinto (me) informar. Dá para entender que nesse dia eu vou gostar de outra e será este ser privilegiado a mais especial pra mim em todo o mundo (poderia ser você, mas...). Dá para entender que talvez você nunca evolua, sempre continue presa dentro de você mesma. Dá para entender que isso também não é problema meu, na verdade, o dia em que você perceber que o problema é você, não será problema meu, será, na verdade, a minha solução (de um modo ou de outro)!






"Eu tenho medo que eu vá terminar sozinho, eu tenho medo de sempre ser melhor amigo de alguém, ou irmão, ou confidente, mas nunca alguém tudo. E mais ainda, eu tenho medo de nunca conhecer uma mulher que eu goste tanto quanto eu gosto de você"
(Dawson's Creek)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Mulheres modernas, pedem por homens a moda antiga.

É muito comum ficarmos ouvido por ai, mulheres se queixando de que os homens não são românticos e que "não existe mais homem gentil como antigamente".
Tenho ouvido que mulher gosta de homem romântico, e é verdade, mas segundo elas: não pode ser “grudento”.  Mas como assim? Eu não entendi.
Você pergunta: “Você gosta de homem romântico?”,
E ela responde “Sim, mas não pode ser grudento”.
 Eu gosto de perguntar isso. Gosto de ironia. Gosto principalmente porque uma garota, que conheci e que dizia gostar de homem romântico, jamais tinha se relacionado com um rapaz romântico, talvez por isso ela tenha considerado um namorado dela romântico por ele ter dito “eu te amo” ao ouvido dela.
Isso é costumeiro, pois a mulher não sabe o que é romantismo. E, infelizmente, muitos rapazes, enganados por mulheres, acabam não sabendo o que é ser romântico, e assim como as mulheres perguntadas se gostam de homens românticos, dizem a coisa errada.
Ser romântico, e tenho o aval de um renomado professor de literatura para dizer isso, é expressar as emoções de forma exagerada.
Mas aí caímos num outro erro, erro esse dos outros e não nosso.
As pessoas costumam a crer que emoção, a única, é a do amor. Ou seja, é impossível emitir uma opinião sobre algo quando se conhece nada ou metade do assunto e é o que as mulheres fazem ao dizerem “sim, mas...”.
Sempre ouvir dizer pra você não julgar importante tudo que vem antes do “Mas”.
Sendo assim, aquele homem a moda antiga, romântico começa a se esconder e por isso que hoje em dia são denominados de raro, e assim o amor romântico está se dissipando a cada dia, pois nenhuma mulher é amorosamente romântica, porque ou não sabe o que é romantismo, pois está enganada, ou porque não passa de pretensão vã e risível, que é pura aparência.
Se você, homem, quer ser romântico para com a mulher, seja por inteiro, pois ser romântico é, para ser dialético, ser amável, só que de forma intensa.
Um erro masculino comum é achar que a mulher é romântica, mas isso é errado, veja os contos de fada, a função do homem no conto de fadas é matar um dragão, a da mulher é a de aguardar em uma torre, Ou seja, no conto de fadas o homem se empenha muito mais em provar seu amor do que a mulher.
A mulher não é romântica, ela apenas gosta mais de romantismo que o homem.
não entendeu? Eu explico.
Gostar de romantismo é diferente de ser romântico. Eu, por exemplo, gosto de filmes de luta, mas isso não quer dizer que eu seja uma pessoa violenta.
A mulher, como eu, que gosto de filmes de porrada, mas não gosto de ser violento, gosta de romantismo, mas não gosta de ser romântica.
Vejam da seguinte forma, quando mulher diz que gosta de homem romântico ela na verdade está dizendo que gosta de homem que a faça se sentir a última bolacha do pacote, ou seja, que infle o ego dela.
É ego disfarçado de romantismo.
Logicamente, para existir um cavalheiro, é preciso que exista uma dama, mas será que isso é analisado pelos homens que pretendem ser estes cavalheiros? A reciprocidade pouco é levada em consideração hoje.
O romantismo à moda antiga seria apropriado com mulheres à moda antiga. Por isso, não dá certo com mulheres modernas.
O que temos visto é que a obrigação de conquistar a mulher e reconquista-la a cada dia é constantemente atribuída ao homem, enquanto a mulher normalmente se coloca numa posição cômoda e elevada de ser cortejada e nunca ou pouco cortejar.
Portanto, clamar por homens românticos à moda antiga, sendo uma mulher moderna e adepta do lema da "pegada", é uma grande hipocrisia feminina.




"Quem sabe ainda sou aquele homem que ama, que lhe manda cartas e te leva, cafezinho na cama."
Reff Carvalho

sábado, 10 de setembro de 2011

Ninguém morre de amor

Sim, o tal do amor existe. E, sobretudo, existem vários formatos e tipos de amar. É totalmente diferente amar uma irmã, seu pai, sua mãe, sua amiga, sua namorada e etc. E em relação ao fato de se acabar o relacionamento e depois de algum tempo conseguir viver sem aquela pessoa, não é que aquele amor acabou, também não estou dizendo que ele nunca existiu. O interessante é que o ser humano se adapta com as condições que ele tem para a sobrevivência, pois nenhuma pessoa nasce colada em ninguém.

Há varias maneiras de se terminar um relacionamento ou pretextos pelos quais pode haver o termino. Acredito que uma das piores é a traição, ou quando você foi traído ou traiu. É muito difícil para o casal permanecer na relação depois de um acontecimento como esse. Toda aquela confiança simplesmente acaba e não vê o outro de maneira igual. Então a melhor saída é terminar e seguir em frente, é um aprendizado que a vida nos dá e pode até ser que não seja a primeira vez que esse tipo de coisa acontece com você, então é melhor termos uma visão filosófica sobre isso.

Você conhece alguém e começa a ter um relacionamento, você começa a se acostumar com aquela vida e passa a ter um carinho e quem sabe mais adiante um amor por aquela pessoa. Assim que esse amor deixar de existir, você vai ter que se adaptar a outra vida, a vida sem essa pessoa, vai procurar outras coisas pra fazer, pra preencher aquele tempo que você passava com a namorada se ainda estivesse namorando.

Uma coisa é certa, ninguém, absolutamente ninguém morre de amor, morremos por causa das precipitações, das imprudências que podem ser geradas por esse demasiado gostar. A pessoa acaba uma relação de muitos anos e que pensa que ainda existe amor, fica abismada. Logo depois que ela começar a se entregar a coisas interessantes como o trabalho e o estudo e em seguida encontra outra pessoa, ela esquece a pessoa anterior, a qual ela jurava amar até a morte.

Agora eu te faço uma pergunta.
Quando a gente preenche nossa cabeça com algo produtivo, o amor acaba?
É apenas nossas mentes. O amor, aquele verdadeiro e puro está nos pensamentos, é a substância que o nosso cérebro manda pelo sangue através de todo o nosso corpo que brota a reação de pulsação cardíaca acelerada, afobação e suor nas mãos.





"Não há garantias. Do ponto de vista do medo, ninguém é forte o suficiente. Do ponto de vista do amor, ninguém é necessário." 
Immanuel Kant

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Nostalgia

Oi, queria saber se você lembra de 11 de julho de 2010?
Foi a primeira vez que te vi, você estava com uma blusa vermelha e uma calça jeans. 
Eu nunca tinha visto algo tão perfeito.
Lembro de pensar na hora que deveria tê-la, ou morrer. 
E ai, você sussurrou que me amava e eu me sentir tão em paz e seguro, porque eu sabia que não importasse o que acontecesse dali pra frente, não poderia ser tão ruim, porque eu tinha você. Então eu "cresci" sem sua presença, sem você pra ficar me dizendo o que é certo e o que é o errado, mesmo você não sabendo também nem o que é certo e errado, e com isso eu perdi meu rumo, e culpei você por meus erros. Eu sei que você acha que tem que ser assim, eu só não queria que fosse, mas eu acho que se eu a amo, devo deixa-la seguir em frente.




"Não me evite, por favor não me evite, pois eu não quero fazer o mesmo."
Karol Myller