segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Você pensará em mim.



Todo dia eu costumo a me acordar de cinco horas da manhã para ir pra faculdade. Só que hoje eu acordei mais cedo, por volta das quatro da manha.

Olhei o céu pela janela do meu quarto e ainda estava escuro, a lua ainda mostrava a sua graça. Como eu havia acordado uma hora mais cedo, eu decidi puxar o cobertor pra cima da minha cabeça e tentar dormir mais um pouco, mas os pensamentos em nós dois insistiam em me manter acordado. Desde que você se encontrou longe de mim, eu tenho dado o melhor de mim pra seguir em frente, na verdade eu até tenho seguido, e está tudo bem.

Então eu pego o carro e vou dar uma volta, vou tentar relaxar. Vou tentando dar um jeito nas dores que um dia as minhas emoções me causaram, então eu chego à conclusão de que eu apenas estou cansado disso tudo, e parece que a única coisa que eu consegui herdar de tudo isso, foi não saber o que poderíamos ter sido, o que deveríamos ter sido. Na verdade essa falta de conhecimento é o que mais me atormenta.

Agora eu te pergunto, você acha mesmo que depois de tudo isso que eu passei e o que eu passo, eu devo te perdoar? Eu sei que perdão é uma atitude dos fortes, mas se tratando de você, eu nunca tive lá essas forças todas.

Então eu te digo uma coisa: Leve seus pensamentos, usufrua toda a sua liberdade. Leve as suas lembranças, porque eu não preciso delas. Pegue o seu espaço e todas as suas razões... Pegue tudo, mas deixe o meu amor, porque não temos nada mais a discutir. Na realidade eu até me sinto bem melhor com você longe assim.

Algum dia eu passarei pelos seus pensamentos. Algum dia eu vou invadir o seu sono, assim do nada, quando você menos esperar, e assim eu vou me trazer de volta contra você. Quando isso acontecer, não se preocupe porque eu estarei bem, muito bem. E enquanto você estiver dormindo com todo o seu orgulho, sua razão e suas certezas, eu já estarei bem longe.

Mas algum dia, você pensará em mim...





"Raspe dos teus dedos minhas digitais (...). Arranque do teu peito o meu amor cheio de defeitos..."
Isabella Taviani

sábado, 1 de setembro de 2012

Apenas mais uma de amor.



Caro leitor, te contarei uma historia agora sobre um casal. Provavelmente nenhum de vocês que estão lendo nesse exato momento, iriam acreditar se eu dissesse que esse casal passou mais ou menos 1/3 do relacionamento discutindo. O sentimento que cada um tinha pelo outro era indiscutível, era muito intenso, muito forte. E todos nós imaginávamos que não era possível esses mesmos sentimentos serem superficiais, eles sempre tinham a necessidade de ir bem fundo.

Ali estavam os dois, em mais uma de suas varias tentativas de se entenderem, de se reconciliarem. E assim foi seguindo, na verdade sempre seguia assim. Os dois sabiam que assim que eles olhassem um nos olhos do outro, tudo se tornaria passado. E ao se tocarem nada mais importaria em todo o mundo.

Então, houve um dia ótimo para os dois. Sorrisos, conversas, brincadeiras e amor. Passaram horas sem desviar os seus olhares, e sem nenhuma parte de cada um se separar. Eles ficaram ali juntos, quase colados por horas. Ficaram maravilhados com essa chance de estarem juntos, daquele jeito, porque era um pouco raro. A alegria dos dois era tão grande que pintava todo o ambiente no mesmo tom, dava pra sentir o cheiro pelo ar.

Com tudo isso que eu disse, você praticamente poderia achar que nada ia abalar o relacionamento deles, mas não, de uma forma repentina tudo se desfez, em questão de segundos toda aquela excitação do amor deles, evaporou. A felicidade de ambos chegou a um ponto tão alto, que acabou rompendo o que segurava todo o amor que eles tinham um pelo outro. O que acontecia com esse casal que não conseguiam passar nem 24h sem uma discussão, sem um desentendimento? Só que no ultimo conflito, não era só mais um conflito, era o fim...

Ficou aquele ar como se o mundo e todas as pessoas nele, tivesse conspirado para que aquele ultimo encontro do casal fosse inesquecível e mágico, entretanto, muito mais doloroso. A agonia do afastamento era interminável, eles não se tinham mais, e com isso, eles ficaram como seres inertes e vazios.

De qualquer forma o sentimento, ainda estava presente, e a vontade também estava lá, e não iria sair assim, de uma hora pra outra. Eles não conseguiam se conformar com o que aconteceu, mas eles tinham que aceitar.

Será que tinham que aceitar mesmo? Será que eles tinham que jogar ao vento um sentimento que ambos sentiam, um sentimento tão doce, tão real e tão puro?

A verdade mesmo é que não se pode vencer uma guerra lutando sozinho. E não há como se viver um amor sem paciência, tolerância e cumplicidade. Eles se viram como o casal perfeito, e quando viram que os defeitos podem atrapalhar, eles desistiram. E é isso que a maioria das pessoas fazem, simplesmente desistem. É uma pena, mas é a mais pura verdade.

Como efeito disso, o que mais vemos por ai são relacionamentos cada vez mais descartáveis. Pouquíssimas pessoas nos dias de hoje, ainda conservam um amor e se adaptam as constantes e presentes falhas e realmente amam incondicionalmente... Amam mais que profundamente, amam sem nenhum medo. Hoje em dia, são realmente poucos, que se entregam ao amor sem reagir a ele, sem armaduras. E isso é sem sombra de duvida uma pena.

Vi amores muito bonitos na minha vida, e talvez até tenha tido um também, amores esses que poderiam ser íntegros, mas não são, nem foram, pela simples falta de coragem que as pessoas têm.





"Eu nasci em uma época, em que quando algo quebrava, éramos ensinados a consertar e não a jogar fora."
Autor Desconhecido


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Sem titulo. Sem palavras.


Falar de mim é a coisa mais fácil do mundo, sou muito simples, não ligo pra quase nada, não me estresso com muitas coisas, mas não sou uma pessoa fácil.

Sempre te achei uma pessoa muito inteligente. Você sempre teve conhecimento que dividir a vida com outra pessoa não é algo que se possa dizer que é fácil, e não trato aqui sobre as nossas divergências, mas durante um tempo essas divergências foram o que fizeram com que nos aproximássemos. Eu com esse meu gosto musical mais que confuso pra você, e você com essas suas musicas que não significavam tanto pra mim e aquelas letras que fazem chorar. Eu que sempre que tenho um tempo vou beber umas cervejas com uns amigos, e você que fica só na água.

Eu queria ficar, mas em contra partida queria ir embora também. E enquanto estávamos juntos, também estávamos separados. Sempre terei esse medo em mim, de depender de alguém na minha vida. Logo eu que levei décadas pra terminar essa minha construção de orgulho, egocentrismo e egoísmo, e se eu deixar todas essas coisas de lado e disser que te amo aqui e agora, não adiantará de nada. Você vai pegar o seu rumo de qualquer jeito, você vai estar disposta a ir embora e me deixar do mesmo jeito.

Eu jamais iria conseguir te fazer entender porque você precisava permanecer. Eu que nunca tive nada em mim que pudesse evitar de você sair da minha vida, assim como você nunca teve nada que pudesse impedir que eu não saísse da sua.

Chega um momento, que depois de tantos baques e perdas não sentimos mais nada, e essa insensibilidade é tão grande que quando alguém sai de nossas vidas não temos aquele impacto dessas mesmas perdas, e com você não vai, nem está sendo diferente. Porque há muito tempo, mesmo antes de você aparecer pra mim, eu já sabia que o amor, seja lá de que tipo fosse, nunca é, nem nunca vai ser exclusivo, e há uns sete anos atrás eu tive quase certeza de que amei alguém, e hoje eu tenho a plena e total certeza que não... Então, quem sabe daqui há sete anos eu tenha a plena e total certeza de que também não te amo, ou quem sabe depois desses sete longos anos, eu me pergunte: E se talvez ela tivesse ouvido aquilo tudo mais cedo? E se naquele momento, onde nada mais mudaria, eu dissesse que a amava? Será que mudaria algo?


No lugar de uma citação, deixo essa musica:



sábado, 25 de agosto de 2012

Espelhos.

Quando eu paro e penso em tudo o que aconteceu entre a gente, e nas coisas paralelas a nós, eu chego à conclusão que foi bem mais saudável chegar ao fim. 

Eu nunca me dei bem com despedidas, independentemente do tipo. Despedidas de pessoas, filmes, minisséries, series, shows e etc. No final sempre me pergunto: “Sim, e agora?”. E essa pergunta fica martelando na minha cabeça, acho que a intenção é realmente essa, fazer com que nós fiquemos pensando o que aconteceu, ou inventar o seu próprio final, ou inventar o final que lhe convenha.

Na vida real não podemos inventar um final, ou melhor, na vida real não podemos inventar nada, pois se inventarmos, não estamos sendo sinceros, conosco, com a vida e até com o nosso bem estar. Embora estamos em constantes representações no nosso dia a dia.

Sabe, eu tenho um lado meio filosofo, e acho essas representações engraçadas e tenho uma opinião. As pessoas acreditam muito em espelhos. Acreditam muito que tal pessoa é espelho para outras pessoas. 
Acreditam no que veem no espelho quando olham o seu reflexo nele, e todas as vertentes de espelhos existentes. Eu nunca fui de acreditar nisso, pois a imagem que aparece naquele espelho é uma representação minha, às vezes me engorda, às vezes me emagrece e coisas do gênero. Mas se é uma representação, não sou eu. Se não sou eu, então quem aparece no espelho?

Fico feliz em saber que naquele espelho não aparece você. Fico feliz em sabe que você não é a minha representação, pois se fosse, essa representação seria a maior falha que se pode ver. Nesses mesmos espelhos as pessoas se veem e dizem: “Tá ai uma pessoa pela qual vale a pena lutar e amar.” Mas se você acha que você e só você é a única pessoa que vale a pena lutar e amar, me desculpe a sinceridade, mas você é uma pessoa extremamente egocêntrica.

Então, hoje em dia fico me perguntando quem você é, e quem você foi pra mim. Acho que minha lembrança de tudo é como quando temos um sonho, e no final do dia nos lembramos vagamente e nos perguntamos se o que aconteceu foi real ou não. Somos iguais em não termos talento para tal, e descobrimos que o que sentíamos não era sentimento para todo dia, o dia todo e para sempre. E nossa musica foi se desfazendo, e depois que o passado passou, eu comecei a esquecer da melodia e dos acordes. E o tempo ajudou a gastar o que já não era pra durar.





"O que é que eu vou fazer pra te lembrar, como tantos que eu conheço e esqueço de amar. Em que espelho teu sou eu que vou estar."
Nei Lisboa

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Digo sim.


Queria sair correndo sem pausa em tua direção, rodar as ruas do Recife e te procurar incansavelmente. Entrar em becos e vielas. Ultrapassar pontes, viadutos e limites.

Queria que toda essa busca tivesse um sentido, e que todas as coisas que eu visse nesse caminho, me fizesse imaginar o bom em nós dois. Você, que não há como definir em uma palavra, ou melhor, acho que não dá pra te definir em vários vocábulos, e o plural de adjetivos que eu possa expressar pra exemplificar como você é não existe nesse jogo da nossa doutrina portuguesa, pois você é do tipo singular.

Então digo sim, não por ser mais fácil. Não por carência, e sim por ver que você vem com esse seu jeito, e mesmo sem (eu) querer, acaba me conquistando. Digo sim pra você. Digo sim pra mim também, pois eu preciso dessa afirmação, desse coeficiente. Digo sim a nós.

É tão fácil conversar com você, é tão louca a forma como nos conectamos mesmo quando estamos no mais absoluto silêncio.  É tão interessante a forma que você toca no meu rosto, simplesmente para tentar eternizar a imagem da minha face na sua mente. Ai eu paro e penso: ”Parece que eu finalmente estou descansando a minha cabeça em algo real”, e a sensação é ótima. É como se em tão pouco tempo você soubesse todos os meus segredos, segredos esses que sempre tive medo de contar a outras pessoas, e em outros relacionamentos, justamente para que elas não vissem o pior, ou porque elas não estivessem prontas ou não tivesse cabeça para tal afirmação que viesse de mim.

Como você sabe tudo o que eu vou dizer antes mesmo de eu dizer? Eu sou tão obvio assim? E está sempre estampado no meu rosto? Isso só você pode dizer, mas uma coisa eu estou começando a entender, é que nos seus braços, eu to começando a respirar novamente.


Dedicado à: Mayara Monique


"Só pra você saber, esse sentimento está me controlando."
Jesse Mccartney